O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira (20 de Maio), o novo protocolo para uso da cloroquina no Brasil.

Agora, o medicamento passa a ser recomendado para pacientes nos estágios iniciais da infecção por coronavírus, e em dosagens mais baixas.

A liberação da substância sempre foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e as divergências sobre o uso do medicamento foram fatores fundamentais para que os últimos dois ministros da saúde saíssem.

Cloroquina nos estágios iniciais da Covid-19

O novo protocolo oficializa o uso do medicamento no tratamento do coronavírus na rede pública para pacientes com quadros leves.

Agora, a recomendação é de doses diárias mais baixas para os pacientes que não estão em internamento, principalmente como medida de precaução diante de arritmia cardíaca.

No caso de pacientes adultos com sinais e sintomas leves da Covid-19, a orientação é para que seja ministrada a combinação de cloroquina (450 mg) ou sulfato de hidroxicloroquina (400 mg) com azitromicina (500 mg) já nos primeiros dias de tratamento.

A mesma orientação vale para pacientes com sinais e sintomas moderados. Já para os que têm sinais de gravidade, o protocolo inclui internação e uso do sulfato de hidroxicloroquina com azitromicina.

A Cloroquina para o Bolsonaro

A nova recomendação do Ministério da Saúde foi realizada no momento em que a pasta está sendo tocada interinamente, após a saída de Nelson Teich, que ficou 28 dias no cargo. A vontade de o presidente liberar o uso da cloroquina acabou sendo motivo de uma divergência inconciliável entre os dois e Teich optou por deixar o comando da pasta.

Com a demissão de Teich, o plano ficou em suspenso. No fim das contas, o governo preferiu editar o novo protocolo antes de escolher um novo titular para a pasta.

O uso da cloroquina para tratamento do coronavírus ainda está sendo estudado e há poucos resultados de pesquisas conclusivos até o momento. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um parecer liberando o uso de cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com a Covid-19 em estágio inicial da doença, desde que exista prescrição médica e o consentimento do paciente.

“Nenhum cientista é contra qualquer tipo de tratamento. Somos todos a favor de encontrar o melhor tratamento possível, mas sempre com bases em evidências científicas sólidas”, diz o texto.

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By Redação Fatos Políticos

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Ivoneide Soares Ferroo
Ivoneide Soares Ferroo

Até que enfim foi liberado não precisava tanto alvoroço mas os interesses da esquerda era de prejudicar o PRESIDENTE mas na verdade prejudicou foi a nação esses corrupitos desalmados